Uma história, quando bem contada, pode até mesmo mudar a vida de uma pessoa. É nisso que o Instituto História Viva acredita. Para isso, o Instituto tem projetos de contação de histórias em abrigos e hospitais. “São cinco contratados e 120 voluntários, capacitados por nós, que contam histórias nesses locais”, diz Roseli Bassi, fundadora e gestora executiva do Instituto.
Roseli desenvolveu um programa de treinamento de voluntariado para quem quer aprender a contar histórias e se formar como contador. Segundo ela, a arte de contar histórias não se limita a abrir um livro e ler, ou reproduzir uma história gravada na memória. “É preciso se apropriar da trama e das caracterÃsticas dos personagens, para conduzir a narrativa pela emoção do começo ao fim. Assim, a palavra deitada se levanta e caminha até o ouvinte”, acredita Roseli.
A importância do contador de histórias
Segundo Roseli, sem o contador de histórias, a leitura está condenada à morte. Afinal, para que se tenha prazer por ler, é preciso que nosso sistema neural reconheça o ato como algo prazeroso, encantador.
Além disso, contar histórias não é bom apenas para quem ouve, traz também benefÃcios para quem conta: aprende-se a valorizar o próximo e a lidar com problemas cotidianos.” Ensina também a ouvir e a ficar atento à s necessidades de quem nos cerca. Nos tornamos mais humanos”, diz.
Como a leitura melhora a educação
Para que a educação no Brasil melhore, as pessoas precisam aprender a ler. Não apenas as palavras, mas as ideias contidas nos textos. A contação de histórias, claro, pode ajudar. Ela deve ser passada, inclusive, para crianças que ainda não se alfabetizaram, pois ensina interpretação por meio de sÃmbolos. “O estÃmulo ao espÃrito de cidadania e solidariedade também é um bom caminho para melhorar a educação no Brasil. A mÃdia deveria se engajar mais em mostrar ações inspiradoras, uma vez que a cultura se forma a partir da repetição de gestos simples e relato de experiências”, diz Roseli.
Entenda os projetos do Instituto História Viva
O Projeto História Viva Ouvir e Contar tem como objetivo aproximar crianças e idosos fragilizados através da contação de histórias. Funciona assim:
· Voluntários regatam e registram histórias dos idosos;
· Transformam essas histórias em contos de fadas;
· Contam-nas para crianças e pedem que estas desenhem as histórias;
· Entregam o desenho ao idoso, dono da história. Isso faz com que o idoso se sinta valorizado e veja sua história passar adiante, e ser interpretada pelo inocente olhar infantil.
Contadores de Histórias em Hospitais
O Projeto Contadores de Histórias em Hospitais forma voluntários para contarem histórias para pessoas hospitalizadas, independentemente da idade. Isso para levar alegria, arte, entretenimento, e promover bem-estar emocional, para que, pelo menos por um momento, o paciente se liberte da tensão causada pela doença e ganhe motivação para passar pelas dificuldades.
Contadores de Histórias em Abrigos
O Projeto de Contadores de Histórias em Abrigos é feito para melhorar a qualidade de vida das crianças retiradas das famÃlias em situação de risco, que são enviadas para casas lares, por tempo determinado. O objetivo é levar alegria a essas crianças, incentivando a leitura, através da contação de histórias, além da formação de cultura de contos populares, brasileiros e fábulas.
[...] Segundo Roseli, sem o contador de histórias, a leitura está condenada à morte. Afinal, para que se tenha prazer por ler, é preciso que nosso sistema neural reconheça o ato como algo prazeroso, encantador. [...]