Você já ouviu falar em água virtual?

Em tudo que compramos, desde alimentos e peças de vestuário até aparelhos eletrônicos, existe um consumo de água que muitas vezes está “escondido” e pode não aparecer em sua embalagem, aparência ou conteúdo. Mas essa água virtual, por vezes empregada em um volume bem maior que o esperado, também deve ser considerada quando da escolha de consumir determinados produtos.

Alguns produtos de uso comum possuem uma pegada hídrica relativamente grande, se comparados ao volume e composição do produto final. É o caso de itens como o açúcar de cana refinado, o arroz e a carne bovina, que para cada quilo produzido, segundo a Waterfootprint, consomem respectivamente 1.800, 2.500 e 15.400 litros de água. Informações da WWF indicam que itens de vestuário comprados em larga escala como pares de sapatos e camisetas de algodão consomem para sua produção, em média, 8.000 e 2.900 litros de água cada um.

Esses exemplos nos mostram como grande parte do impacto ambiental de um produto já vem embutido nele antes mesmo de chegar até nós, sem que saibamos sobre sua dimensão ou como foi ocasionado. Pensar na água virtual que consumimos é pensar na história dos produtos antes de chegarem até as prateleiras. Esse aspecto deve ser um dos levados em conta por consumidores e fabricantes, em prol de um modelo de consumo mais sustentável e consciente.

Para navegar na água virtual

O projeto “What is Your Water Footprint?”, dos designers Joseph Bergen and Nickie Huang, da Universidade de Harvard, reúne infográficos interativos sobre a pegada hídrica dos países do mundo e também de alguns itens de consumo. No site do projeto é possível verificar o consumo de água da população de uma localidade, a disponibilidade de água doce em determinado país e os usos específicos do recurso, como doméstico, industrial ou para agricultura. Além de saber quais nações contam com pouco acesso à água, é possível obter comparações gráficas entre a pegada hídrica desses países e também entre o uso de água virtual na produção de diferentes itens, em sua maioria produtos alimentícios.

Via Akatu



Designer gaúcho reaproveita sobras e cria sapatos e bolsas sustentáveis

Não são apenas desenhos arrojados e cores vivas os fatores do sucesso da Louloux, criada em 2011, no ramo de calçados e bolsas femininas. Comandada pelo designer Cristiano Bronzatto, a marca tem como características a produção sustentável, preços competitivos e design contemporâneo.

Pelas fotos já é possível notar o estilo do produtor, que utiliza retalhos de couro, de verniz, de tecidos metalizados e de camurça para finalizar os sapatos e sandálias femininas. É exatamente aí que entra a questão sustentável. Bronzatto reutiliza sobras da produção de grandes indústrias para serem matéria-prima dos produtos Louloux. Isso também traz outra consequência: os preços não são estratosféricos, como costuma ocorrer com sapatos mais “conceituais”. Os pares custam de R$ 100 a R$ 200.

Outro ponto interessante e que se relacionado à causa sustentável é que a marca começou as suas atividades apenas pela internet, sem loja física. As vendas eram feitas apenas pelo Facebook. Com o sucesso, a Louloux viaja pelo Brasil por meio de lojas temporárias, muitas vezes em locais sugeridos por clientes.

Via Ecycle.

Infográfico revela números do desmatamento na Amazônia

Ao longo da história, a Amazônia tem sido bastante judiada: desde que começou a ser monitorado, em 1988, o bioma perdeu 745 mil km² de vegetaçãoárea equivalente a 490 cidades do tamanho da capital paulista ou, ainda, a 90 milhões de campos de futebol -, sobretudo para a implantação de pastagens, atividade que, até 2008, representava 62,2% do desmatamento na região.

Essas e muitas outras informações a respeito do assunto estão retratadas no infográfico A Evolução do Desmatamento na Amazônia, produzido pela equipe do portal Exame.com, da Editora Abril, e reproduzido abaixo.


Confira, também, a reportagem na íntegra, na Exame.com: O desmatamento na Amazônia em números impressionantes.

Por que jogar fora tanta comida?

Domicílios alemães estão jogando fora alimentos no valor de 20 bilhões de €/ano, o mesmo valor do faturamento anual do grupo Aldi, uma das maiores empresas do ramo de supermercado da Alemanha. A comida que está sendo jogada fora na Europa daria para alimentar 2 vezes todas as pessoas que estão passando fome no mundo.

Valentin Thurn pesquisou mundialmente o manejo com alimentos e chegou a resultados assustadores.

Cada segundo pé de salada está sendo eliminado, cada quinto pão produzido e não manipulado está sendo jogado fora. Batatas que não correspondem ao padrão oficial ficam jogadas no campo e pequenos defeitos de beleza, sem importância, decidem seu destino. Nos containers de lixo dos supermercados encontramos quantidades absurdas de alimentos em perfeito estado, ainda na embalagem original, dentro do prazo de validade. Na procura por motivos ou responsáveis Valentin Thurn descobriu uma rede mundial onde todos participam.

As consequências estão indo muito longe, com efeitos desastrosos para o clima mundial. A agricultura devora quantidades enormes de energia, água, adubos e pesticidas. A floresta está sendo desmatada para fazer pastagens. Mais que um terço do gás carbônico é produzido pela agricultura. Não sem importância são os restos de alimentos que estão fermentando nos aterros, pois os gases produzidos tem uma influência muito grande para o aquecimento global.

Taste the Waste nos mostra que está começando uma mudança de pensamento mundial e que já existem pessoas que contrariam esse absurdo com muito engajamento e ideias valiosas! Confira www.tastethewaste.com


Conheça o Hu.man Coffee, o café sustentável

A Hu.man Coffee é uma empresa que surgiu em 2008 com a proposta de fazer cafés de alta qualidade e sustentáveis. Assim, conquistou em 2012 o selo UTZ Certified, que garante que as fazendas em que o café é colhido (na região de Alta Mogiana, em São Paulo e no sul de Minas Gerais), o galpão de depósito, a indústria torrefadora e o escritório da empresa são certificados com características sustentáveis.

“O selo conferido ao café se embasa na produção 100% natural, sem a utilização de mão de obra irregular, sem insumos químicos, secagem natural do café verde, colheita de grãos maduros, sem a utilização de máquinas na colheita, sendo que todas as propriedades certificadas são empresas regulamentadas onde todos os trabalhadores são registrados de acordo com as leis trabalhistas”, explica Raxidi Saleh, diretor comercial da empresa.

Por exemplo, o processo de torra do café é feito à gás, diminuindo a emissão de poluentes. Além disso, toda a embalagem tem o selo FSC (de materiais provenientes de reflorestamentos).

Outra ação da empresa é destinar parte da renda obtida com a venda dos produtos para o IBCC (Instituto Brasileiro de Controle de Câncer). Para isso, a embalagem do café conta também com o selo “Câncer de mama no alvo da moda”.

Acesse o Hu.man Coffee aqui.

EcoCerto

A EcoCerto produz peças para montagem de artesanato e bijuterias, utilizando embalagens plásticas que já foram usadas, como as de shampu, condicionador, amaciante, óleo lubrificante de carros, etc. Além de tudo ainda produz Kits para oficinas de geração de renda para uma rede social bem ampla.

A EcoCerto se preocupa com todas as etapas de produção e gera renda para Cooperativas de catadores, donas de casa, ongs, associações e muito mais. Contribuindo assim para um meio ambiente mais saudável e também pensando nas gerações futuras.

Via: Made in Forest

Comemore o Dia da Árvore, plantando uma muda.

A primavera começa no próximo dia 23, no entanto, para avisar a todos sobre a chegada da estação mais colorida do ano, é comemorado hoje, 21 de setembro, o Dia da Árvore.

As florestas cobrem 30% do solo do planeta, segundo informações do PNUMA (Programa das Nações Unidas Para o Meio Ambiente), mas com o avanço do desmatamento, cerca de um terço deste valor encontra-se hoje desmatado. Por isso é importante preservar e ressaltar o valor de cada árvore de pé e, além disso, incentivar o plantio de novas mudas.

Inspirem-se!

Design mais sustentável

As garrafas de plástico normalmente são vistas como vilãs da sustentabilidade. Mas é possível pensar em alternativas para minimizar o impacto que causam no meio ambiente, contribuindo assim para um mundo mais sustentável.

Desde janeiro, está no mercado a nova embalagem de água Crystal. Parte de seu material vem de plástico derivado da cana-de-açúcar. Sua estrutura é mais maleável, o que permite que a garrafa seja torcida quando descartada, favorecendo a reciclagem e fazendo  com que o material ocupe menos volume no transporte.

Outro exemplo na substituição de materiais vem de uma caixa de papelão para guardar ovos. Em vez do tradicional isopor ou plástico, a embalagem é feita com apenas uma peça e não usa cola, somente encaixes. O projeto foi desenvolvido por Éva Valicseck, recém-formada no Instituto de Artes Aplicadas da University West Hungary, na Hungria. A caixa foi desenvolvida para um concurso de estudantes de design, ainda é um conceito, mas já recebeu ofertas de comercialização.

Via: Planeta sustentável

Brasil ganha Plano Nacional contra desastres naturais

O governo lançou em Brasília o Plano Nacional de Gestão de Risco e Respostas a Desastres Naturais, que vai liberar recursos para ações de prevenção aos estragos causados nas cidades por deslizamentos de terra e enchentes decorrentes de fenômenos climáticos intensos. Na ocasião, a presidente Dilma Rousseff também anunciou a inauguração das novas instalações do Centro Nacional de Gerenciamento de Risco e Desastres (CENAD), ligado à Defesa Civil.

O Plano terá quatro eixos: um de prevenção, que inclui obras em municípios mais vulneráveis, como drenagens. Outro de mapeamento, que vai fazer o levantamento de áreas de risco onde podem ocorrer deslizamentos e enchentes em cidade em todos os estados. O terceiro eixo é o de resposta, que envolve socorro, assistência, evacuação de áreas. Já a quarta linha de atuação é o fortalecimento do sistema de monitoramento de eventos climáticos.

A presidente Dilma Rousseff disse que o Plano é a capacidade do Brasil resistir ao desafio das mudanças climáticas.” Hoje é um dia especial porque estamos lançando um plano que está a altura de um pais continetal como o nosso de fazer face aos desastres naturais”, afirma. “Como seres humanos não controlamos a natureza, mas podemos gerar planos para minimizar riscos e aumentasr nossa capcidade de lidar com o que não podemos controlar, encontrando soluções para lidar com a força imensa da natureza”.

Além de conhecer o que havia de melhor no mundo para a criação do Plano, Dilma destacou as experiências trágicas que marcaram o Brasil como determinantes. “Eu vivi e vi o desespero das autoridades do Rio diante da tragédia na região serranda. Ao mesmo tempo, assisti de um helicóptero o deslizamento de uma montanha em Santa Catarina que, felizmente não tinha um ser humano na área, mas que deslizou inteirinho. Foi com isso que todos nó nos mobilizamos. A partir de agora, vamos prevenir ao invés de remediar”.

Via Info.

Olimpíadas de Londres incorporam sustentabilidade

A capital inglesa é a primeira sede a incorporar a sustentabilidade em todas as etapas do planejamento. Antes disso, somente os jogos de inverno de Vancouver, havia aderido à proposta.

O projeto para a olimpíada de 2012 é ir além do “verde” deixando um legado positivo para as comunidades e para o meio ambiente.

Segundo a comissão coordenadora do evento esportivo, alguns pré-requisitos foram levados em consideração durante toda a elaboração da estrutura para os jogos, como: utilizar estruturas já existentes sempre que possível; construir novas estruturas apenas quando forem úteis em longo prazo após os jogos e usar construções temporárias para o restante; incentivar a mudança e uma vida mais sustentável em todo o território inglês.

Para garantir que os três pilares que formam a sustentabilidade sejam priorizados em todas as etapas de planejamento dos jogos olímpicos de Londres, os dirigentes contaram com o apoio da ONG ambiental WWF. Assim foi criado o Plano de Sustentabilidade Londres 2012, com cinco temas principais:

1. Alterações Climáticas – Minimizar as emissões de gases de efeito estufa, garantindo facilidade para que as próximas gerações sejam capazes de lidarem com os impactos das mudanças climáticas.

2. Resíduos – Minimizar o desperdício em todas as fases do projeto, garantir que não haja resíduos enviados para aterros durante os jogos e incentivar o desenvolvimento de novas infraestruturas de tratamento de resíduos na área ocidental de Londres.

3. Biodiversidade – Minimizar o impacto dos jogos sobre a vida selvagem e dos seus habitats nas áreas ao redor dos centros esportivos.

4. Inclusão – Promover o acesso a todos e celebrar a diversidade de Londres e do Reino Unido, criando novas oportunidades de emprego, formação e negócios.

5. Vida saudável – Inspirar pessoas em todo o país a assumirem e desenvolverem as práticas esportivas, estilos de vida mais saudáveis e sustentáveis.

Todos estes pré-requisitos são controlados e certificados pela norma britânica 8901: Especificação de Sistema de Gestão de Sustentabilidade para Eventos. Além disso, os ingleses já disponibilizaram o Relatório de Sustentabilidade Londres 2012: Um caminho para a mudança.

O Rio de Janeiro sediará os jogos olímpicos seguintes aos de Londres e a intenção do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) é de que a sustentabilidade também esteja presente em todo o projeto nacional. O mesmo está ocorrendo nos preparativos para a Copa do Mundo de 2014, que pretende se tornar a “Copa Verde”.

Via Exame.com.

Qual é o impacto ambiental do seu perfil no Facebook?

Quando o assunto é a emissão de CO2 equivalente (CO2e), criar um perfil na rede social criada por Mark Zuckerberg é o mesmo do que produzir, todos os anos, três bananas graúdas, uma xícara de café com leite ou, ainda, uma taça de vinho. Foi o que revelou o relatório Facebook’s Carbon & Energy Impact, divulgado.

De acordo com o estudo, que divulgou pela primeira vez o impacto ambiental do Facebook, o acesso de cada um dos mais de 950 milhões de usuários da rede social é responsável pela emissão de 269 gramas de CO2e/ano, o que equivale a quantidade emitida na produção dos alimentos citados acima.

E mais: o impacto total da empresa para o planeta – levando em conta fatores como o funcionamento dos centros de dados e escritórios e as viagens e o transporte dos funcionários – é de 285 mil toneladas de CO2e/ano, o que equivale a 0,17% – ou seja, menos de um centésimo – das emissões geradas pela frota de carros do Brasil.

No relatório, o Facebook ainda detalhou o mix de fontes de energiaque utiliza para abastecer seus centros de dados. A maior parte, cerca de 27%, provém da queima de carvão e em segundo lugar, responsável por 23% da produção energética da empresa, estão as fontes renováveis de energia, como eólica e solar. O gás fornece 17% da eletricidade de que a empresa necessita, seguido pelas fontes nucleares, que aparecem com 13%.

Confira o relatório Facebook’s Carbon & Energy Impact na íntegra, em inglês, que – como não poderia deixar de ser – está disponível na própria rede social.

CO2-equivalente


Como os gases do efeito estufa têm efeitos diversos no clima, foi preciso estabelecer uma “moeda” de padronização. O carbono equivalente é calculado multiplicando-se a quantidade de emissões de um determinado gás multiplicado pelo seu efeito no clima. Exemplo: o metano tem 21 vezes mais impacto no clima do que o CO2. Por isto, uma tonelada de metano correspondem a 21 toneladas de CO2 equivalente. Diversos cientistas – entre eles os do IVIG (Instituto Internacional de Mudanças Globais), ligado à COPPE/UFRJ contestam esta proporção.